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A batalha do insuperável: Agulhas de seringa x Correntistas do zapzap

Permeia, permeou e permeará, a flexão sofisticada desses tempos verbais se faz justa quando se trata de algo que nunca será superado. Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Veja ai, outra coisa que nunca será superada. Certos questionamentos assolham a psique humana de maneira à quase estarem embutidos dentro dela, como uma linguagem de programação que sustenta algo imutável. Os computadores são ultrapassados perto das nossas mentes, elas, mentes, às vezes nos enganam, evidente-mente.


Assim muito se debate sobre a nossa liberdade, freedom, liberté, qual liberdade ?? Em qual língua? A de andar pelado na chuva ou a de tomar banho de chapéu? Não, não!! A sem graça liberdade de tomar vacina. Despertando com isso certos heróis do passado- a palavra potente herói foi usada em virtude dê-se usar roupa de loja de fantasia- o heroísmo real fica reservado a todos os profissionais que precisam trabalhar nessa pandemia. De volta ao guarda roupas o antigo zé gotinha reapareceu, esse que já estava em sua casa, um vidro de acido clorídrico, repousado na estufa do laboratório quando foi despertado:


-Ei Zé !!! Chega de se relacionar com o éter e vem trabalhar.


Assim o Zé gotinha esta de volta!!! Agora reciclado.


O novo publico de conscientização do velho amigo são pessoas que já conseguem dirigir, é sempre necessário uma pessoa de fantasia para fazer o serviço sujo. O transito do Brasil é aquele que mais mata no mundo. Os cones costumam não estarem vestidos. Enfim se espera que as pessoas lutem pela liberdade individual em detrimento do estado e do Zé, nobre luta- quando pontual- Ao passo que á imposição de vacina foi a maior causa da peste negra, malditos padres que vacinavam seus fieis nas fogueiras. [ironic/]


O rei dos rebeldes, um militar, ministro da saúde. Combinação perfeita, assim como pudim e caipirinha. Esse rebelde bateu as pernas, esperneou como aquela criança que não quer tomar injeção. ‘’É só uma picadinha de formiga’’ disse o STF e ele se convenceu, até o momento. Os malucos são muito inconstantes, mas os maldosos e birrentos são bem mais. Não dão o braço a torcer de forma alguma, não aceitam a derrota. Lembram até um certo mentor espiritual americano que usa peruca e se brônzea naquelas maquinas de luz. Esse após diversas doses de whisky e remédios supercontrolados, cloroquina é fichinha, criou sobre efeito uma religião em seu próprio solo, o santo enaltecido: ele mesmo, que deus -o original em qualquer versão- nos ajude e nos proteja.


No outro lado dessa discussão insuperável para ver quem perde mais tempo esta á ciência. A ciência é muito chata, intrometida e metódica. Nos filmes colegiais americanos que se repetem nas tardes da tv aberta, ninguém se lembra que existe um laboratório de química, salvo nas explosões, a ciência é boa quando evapora em fogo. Fazer ciência é encher o saco dos outros, malditas universidades repletas de xaropes. Pra vencer na vida basta só usar arma ou peruca e falar frases que nos estimulem. “Ei !!! Porque você não larga esse respirador e vai caminhar no parque só depende de você” ou até “diabetes não é nada pra esse bolo lindo de brigadeiro” ou “ É só uma gripezinha” É disso que mundo precisa. Não de ciência e muito menos de gente que nos obriga a dela precisar, por que tomar vacina se eu posso tomar meu bom mantra de motivação de manha comendo um bowl de linhaça banhado em leite de soja ou espancar minha empregada.


Cientes da batalha tomem o seu lado nesse entrave histórico. Vacine-se ou resista. Os agulhas de seringa contra os correntista do zapzap na batalha do insuperável. Chegou a sua hora de escolher, aliste-se no cérebro mais próximo.



Haron Francelin


Bacharel em Ciências Sociais, graduando em Direito. Fazer voz é observar o tempo, entusiasta das palavras.

Ilustração capa: BBC

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