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Minha experiência no SUS


Essa semana, após uma medida tomada pelo (não)presidente da República, o velho debate de “privatização ou não do SUS”, veio à tona. Um decreto publicado no Diário Oficial da União, nesta terça-feira, 27/10, autorizava o estudo de parcerias para que o setor privado operasse e gerisse as UBSs (Unidade Básica de Saúde).


Nas redes sociais, o debate se ampliou. De todos os lados, e com os mais diversos posicionamentos. Seja de esquerda ou de direita, devemos lembrar: existem parcerias público privadas em alguns locais do país, e na área da saúde. Um contraponto: é proibido perante a constituição a total privatização dos órgãos de saúde pública no Brasil.


Em 2019, eu e minha mulher iríamos ganhar o Cássio. No começo da gestação dela, eu sempre pensei em um convênio bom, e que a ajudasse a ter a melhor gravidez, e que não faltasse nada a ela. Comecei a procurar os valores. Entre 8 e 10 mil reais. Eu, desempregado, desisti. Não poderíamos pagar pelo serviço.



Uma das imagens mais vistas essa semana, foi essa. Foto: Blog do Moisés Mendes

Começamos a pensar no SUS. Fomos na UBS da Vila Prel (para ajuda-los a se localizarem, é um bairro da zona sul de São Paulo, colado com o Campo Limpo, e próximo ao Capão Redondo). Eu sempre tive receio de como seria uma gestação e a espera pelo nascimento do meu filho, na rede pública de saúde.


Ao chegar na UBS, me deparei com enfermeiras e médicos, com jalecos e uniformes, do Hospital Albert Einstein. Se lembram das tais parcerias público-privadas que falei?! Pois bem. Até hoje, vacinação é inteira lá. Eu, minha mulher e meu filho, somos muito bem tratados lá. De verdade, um ótimo atendimento.


Ali, pouco mais de uns 5 minutos de carro de distância, de um para o outro, está o Hospital Municipal do Campo Limpo. Um local com um bom espaço, que você conseguiria fazer um hospital de primeira linha.



Entrada do Hospital Municipal do Campo Limpo. Foto: Portal Fique Sabendo

Durante os três dias que ficamos no hospital, inúmeras situações foram cansativas para mim e minha mulher. Desde a demora na cirurgia da cesárea dela, a demora em colocar-nos em um quarto para o repouso... Enfim!


Mas, sem o SUS, eu não sei o que seria de mim. O que seria da minha mulher. O que seria do meu filho. O SUS tem seus inúmeros defeitos. Longe de ser uma maravilha. Mas, é nosso. Valorize a saúde pública. Se você precisar, ele estará lá.


O problema na avaliação de quem vos escreve, é histórico e difícil de ser resolvido. Administração. Quando melhorarmos nossa administração da saúde, talvez consigamos não ler, histórias de causos, como os meus. E você? Tem alguma história do atendimento do SUS? Pode me contar? Compartilha aqui. Estou curioso para ler essas histórias!

Victor Simonelli

Formado em Jornalismo na FIAM/FAAM. Produzo meus podcasts com o intuito de mostrar uma realidade dos famosos a quem não tem acesso a eles. Ouçam podcasts e ajudem um jornalista hoje!

ilustraçao capa: blog do moises mendes



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